quinta-feira, 11 de outubro de 2007

Oficinas de gente


A segunda foi com outro grupo de mulheres, um pouco mais velhas. Foi boa também. Rolou outro problema com a comunidade, agora tem um cara morando dentro da Associação, diz que foi o pai dele, uma das lideranças, que pediu pra ele tomar conta. Mulheres e pedras logo cedo. Problema deles. Ou não? Quando fomos buscar as cadeiras rolou um clima bacana, quem tinha participado da primeira nos cumprimentava e pedia mais, disseram que pensaram nos assuntos e conversaram a semana toda. Hum, não tem porque me agradar assim, deve ser verdade. Ouvi falar de outros projetos para aquela região. Vou dar uma procurada. A gente faz uma dinâmica de construção de uma rede. com novelos de lã. Vamos tentar construir outra, de vontades e trabalho.

Um comentário:

Renata disse...

To aqui lendo algumas coisas, pensando na oficina da próxima terça... sei lá, me sinto estranha de abordar essa temática... as drogas, é louco isso né? Alguns sentimentos contraditórios aqui dentro de mim, de um lado o medo do moralismo barato, que diga-se de passagem acho que não encaixa em mim... por outro lado, a vontade de contribuir, mexer com essa comunidade... me sinto confortada com a redução de danos... divido essa frase que achei legal e me inspirou para terça:

Redução de danos

"(...) ela se deitou sobre o balanço, apoiada sobre o estômago e com os pés no chão. Andava em pequenos círculos, torcendo as correntes do balanço o quanto podia. Levantava então seus pés do chão, fazendo com
que as correntes do balanço se desdobrassem, numa grande velocidade, o que fazia com que ela
girasse sobre si mesma (...) No momento em que as correntes do balanço se desdobravam, a cabeça
dela (...) passava a poucos centímetros dos pés de ferro do balanço (...) Eu poderia ter dito para ela parar de brincar, mas, obviamente, ela estava se divertindo muito com a brincadeira e gostando da sensação
de ficar tonta (talvez próxima à de intoxicar-se?) (...) Assim, eu preferi dizer-lhe para dobrar
bem a cabeça de modo que, quando ela rodasse, a mantivesse a uma margem segura dos pés do balanço (...)
Havia uma clara decisão a ser tomada - proibição ou redução do dano, ou seja, proibir, o que não teria grande sucesso em se tratando de uma atividade prazerosa, ou reconhecer o valor da atividade para ela e tentar
reduzir os riscos daí decorrentes e, com isso, prevenir o dano."

(Pat O'Hare - "Redução de danos: alguns princípios e a ação prática")